A importância do Expositor Espírita

ana zaniDurante a conclusão do Curso de Expositores Espíritas realizado pelo Lar Espírita Luz e Amor neste domingo 2 de dezembro, a palestrante convidada, Ana Francisca Zani fez uma abordagem sobre a importância do expositor espírita. Todos podemos falar em público, afirma Zani, fazemos isso cotidianamente, em família, no trabalho, em pequenas conversas informais nos vários espaços que transitamos todos os dias de nossas vidas.

O que é falar?

É expressar o que se sente, comunicar o que se pensa e para o expositor espírita fazê-lo com a maior eficiência possível, objetivando a compreensão da mensagem consoladora desde o mais humilde ouvinte até o mais erudito presente no auditório. Esse ouvinte da palestra espírita não pode sair como entrou, é preciso ocorrer o fenômeno da sensibilização para a mensagem consoladora do Evangelho do Cristo, seja através da análise racional do ouvinte, seja através da emocionalidade com que o tema é trabalhado pelo expositor. Esse é o desafio. E a tarefa maior do expositor espírita é facilitar o entendimento do ouvinte sobre a doutrina consoladora.

Cada um cada um, cada qual cada qual.

Cada expositor pode ter seu próprio estilo quanto à estrutura da exposição ou quanto ao formato da palestra, segundo Ana Francisca Zani, cada expositor precisa estar focado no principal objetivo da exposição que é o de informar e consolar. Cada expositor é moldado por si mesmo e pelo auditório que se encontra à sua frente, é nesse diálogo que se estabelece a sintonia entre quem fala e entre quem ouve, e essa sintonia é que alavanca a transformação de cada um, inclusivo o próprio expositor, numa experiência de trocas de energias e crescimento coletivo.

No piloto automático.

Ana Zani afirma que o conhecimento está na base da tarefa de divulgação espírita, sem ele não há o que acrescentar, ela vai além e diz que é preciso “esquecer o que se leu” para poder falar bem. Não podemos ficar apenas no decoreba, é preciso introjetar o que se lê e isso só acontece com repetição e ação, ler e realizar, isso é aprender e quando se aprende se ensina, ninguém fica se lembrando de como se anda de bicicleta, a gente aprende, cai se levanta, cai de novo até pegar o jeito e a coisa ir no automático. A gente vivencia o que se lê e isso passa a ser parte de nosso comportamento, de forma natural, a gente esquece o que se leu, pois vive-se o que se leu.

Não falamos apenas com a boca.

Falar acontece com todo nosso ser, não é apenas a boca quem fala, falar ocorre quando falamos com tudo que sentimos, que pensamos e com tudo que somos, daí o magnetismo que arrebata os ouvintes e faz vibrar o próprio expositor que fala com todo seu corpo e com todo seu ser.

A base é a Codificação, mas …

O expositor deve basear sua fala nas obras da Codificação, entretanto ele precisa estar em sintonia com o que ocorre com o mundo, para poder entender as influências a que estão sujeitas as pessoas que compoem seu público. É preciso respeitar esse público, entendê-lo e amá-lo, pois o amor deve estar na base do ato de falar, o expositor deve levar seu público a realizar a reflexão sobre seus costumes, se estão condizando com a mensagem do Cristo. O expositor deve ler muito, ampliando seus conhecimentos e sua compreensão sobre o mundo em que realiza sua tarefa, é preciso também identificar qual o repertório de idéias e de conhecimento de seu público e preparar a exposição respeitando os diversos níveis de compreensão daqueles que estão alí para ouvir.

O expositor é um formador de consciências.

O expositor é um formador de opinião, suas palavras servem como baliza para aqueles que buscam a solução para seus problemas na casa espírita, por isso sua conduta será sempre comparada ao seu discurso, se a palavra convence, o exemplo arrebata. O expositor espírita trabalha no campo das idéias, formula questões e sugere comportamentos, ele portanto interfere nas consciências das pessoas formulando proposta de nossa atitude frente à vida de cada um. O expositor é portanto referência, e referência de uma doutrina consoladora, uma enorme responsabilidade a ser trabalhada.

A voz de Jesus.

A doutrina espírita se apresenta como o consolador prometido, todo aquele que se propoe a divulgar essa doutina, torna-se portanto um arauto do Cristo, repercutindo sua doutrina e relembrando sua palavras, todo expositor evangelizado é uma voz de Jesus ecoando no mundo à serviço do Mestre. A conduta e o trabalho do expositor é dos mais importantes dentro da doutrina, consola e impulsiona na sala de aula ou no púlpito, nos espaços de trocas de idéias ou nas casas de auxílio. O expositor espírita torna-se o trabalhador da última hora, aquele que chega no momento mais delicado para a humanidade sofredora, ele soma-se aos milhões de dedicados seguidores do Cristo das diversas religiões, mas destaca-se quando divulga a doutrina prometida pelo Cristo há mais de vinte séculos. Os tempos são chegados. Amai-vos e instruí-vos.

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2 respostas para A importância do Expositor Espírita

  1. Nilton Modolo disse:

    Fantástica exposição!!!

  2. Claudete Taeco Fukai disse:

    Parabéns a todos os que tiveral a oportunidade de participar desse curso.
    Que Deus abençoe a todos!!!

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