Palestra de Junho: Dobradinha do Lela, Sandra Ferreira e Márcia Ramos duas vozes um só coração “Amais os vossos inimigos”!

A palestra mensal de junho trouxe uma novidade, duas palestrantes. O tema “Amai os vossos inimigos” foi trabalhado em dupla, uma novidade que deu certo e que trás sem dúvida uma pergunta: Quando acontecerá de novo?

Com estilos distintos e uma fluência fácil e amiga, nossas duas expositoras foram brilhantes, abordaram o tema do amor aos adversários e desafetos.

Inicialmente Sandra Ferreira nos coloca uma questão – Quem são nossos amigos e quem são nossos inimigos? Ouvir nossos amigos é coisa rotineira e via de regra tarefa agradável, entretando ouvir, e mais, entender os nossos inimigos isso é um desafio.

Dentro de nosso núcleo familiar podemos encontrar pessoas com as quais é difícil conviver e muito mais difícil amar, gerando situações desagradáveis e de difícil solução.

Mas o que é esse amor de que Jesus nos fala? Sabemos mesmo o que é? Amar o nosso filho é fácil, amar o filho do nosso semelhante como amamos nossos filhos essa é a tarefa maior do cristão, a prática desse amor incondicional.

Ainda estamos aprendendo a amar, ao olharmos o nosso próximo com respeito já iniciamos uma etapa do processo em direção a esse amor. Desejar a felicidade do próximo também é exercício de fraternidade e amor.

Nesse processo de aprender a amar é preciso procurar quem está querendo te ouvir, bata à porta, se bem recebido leva a tua mensagem e se não for bem recebido sacuda a poeira das tuas sandálias e vá em busca daqueles que anseiam por teu auxílio, o próprio Cristo nos orienta a isto.

Reconciliar é difícil e vivemos ainda a fase da verbalização do perdão, ainda é preciso pedir perdão, declarar o pedido de perdão e ouvir o perdão. Há várias maneiras de demonstrarmos o nosso perdão através de nossa atitude rotineira, no trato afável aos nossos afetos e também aos nossos desafetos.

O núcleo familiar é o laboratório onde se da a nossa reconciliação com os nossos desafetos, nossos inimigos e adversários, é na família que nos reencontramos sob o manto sagrado do esquecimento e reatamos nossos vínculos. Recebemos assim esses “pequeninos” como oportunidade sagrada de reconciliação com nosso passado e semeadura de nosso destino.

Finalizada essa primeira parte da palestra chega a vez de Márcia Ramos fazer sua explanação sobre o tema, Márcia inicia sua fala tratando exatamente da necessidade da reconciliação, afirmando que nós espíritas sabemos que a única maneira de se livrar de um inimigo é se reconciliando com ele o ódio é uma energia que deixa rastros e através dessa vibração dá-se a sintonia e a aproximação.

Há uma tendência natural de todos nós de vitimização, nosso movimento é o de colocarmos a culpa no outro e de que nós é que somos sempre as vítimas, julgamos assim o outro como o culpado de nossa infelicidade, quando na verdade nós é que construímos o nosso destino e a nossa felicidade.

Ao longo de nossas encarnações fomos granjeando aliados e adversários, pois bem, para reedificarmos a nossa harmonia é que vimos sucessivamente através das reencarnações nos reencontrando com nossos inimigos, tendo inúmeras oportunidades de reconciliação e de interrupção dos ciclos viciosos do ódio e do rancor, podendo inaugurar ciclos virtuosos de cooperação e solidariedade através do perdão e do amor.

Quais energias orbitam em torno de nós? Nossos atos e pensamentos selecionam as energias e as companhias que temos, o padrão vibratório de cada um de nós é imã poderoso que acaba atraindo pessoas de padrão semelhante. Diga-me com quem andas e te direis quem sois.

Diante de nosso próximo, notadamente os do nosso núcleo familiar, sentimos fluir as reminiscências do nosso passado em comum, que acabam interferindo em nosso relacionamento presente, é nesse instante que o amor pode e realmente cobre uma multidão de pecados. Diante do nosso próximo temos a divina oportunidade de refrearmos essas reminiscências e contaminá-las com doses salutares de amor e compaixão, desfazendo assim as tenebrosas teias de nosso passado.

Orando por nossos desafetos acabamos transformando essa relação conflituosa numa relação amena, e de amena a fraterna e de fraterna a afetuosa, é asim como pintar uma parede, de demão em demão as nossas manhchas vão ficando sepultas sob uma nova camada de perdão e amor. Mudando nossa faixa vibratória para o alto e para o bem, vamos construindo pontes onde antes apenas havia precipícios de ódio e de dor.

A evolução é solidária, só evoluimos quando os que nos rodeiam também evoluem. Um dia seremos perfeitos, esse dia somos nós que determinamos através de nosso livre arbítrio. É através das nossas relações humanas na carne que aprendemos uns com os outros o peso do ódio e a leveza do perdão, o amargor da tristeza e a bem aventurança da alegria digna, aprendemos a amar e fazer do amor a grande ferramente de iluminação não só de um homem mas de toda a humanidade na terra.

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