Bem aventurados os felizes, pois que os infelizes são infelizes.

O discurso mais importante da humanidade em toda a história é o Sermão da Montanha, proferido por Jesus. As Bem-aventuranças, constituem-se num marco da doutrina trazida pelo Cristo, sua importância é incontestável, o líder indiano Mahatma Gandhi afirmou que se todos os livros de religião da Terra se perdessem mas se guardasse apenas o Sermão da Montanha, toda a humanidade estaria salva.

Foi assim que José Souto iniciou sua palestra nessa noite de 25 de fevereiro, com o tema Bem aventurados os pobres de espírito, Souto, fez uma abordagem sobre o significado da expressão pobre de espírito. Quando Jesus disse a célebre frase, o fez em aramaico que era um dialeto local, depois foi traduzido para o hebraico e posteriormente para o grego, de lá para cá o termo foi tendo seu significado alterado e hoje tem uma conotação que exige do leitor um certo critério para seu devido entendimento.

O pobre de espírito não é o digno de piedade.

Quando se diz pobre de espírito tem-se a sensação de que estamos falando de alguém digno de pena, de uma pessoa que é inferior, muitas das vezes alguém que tenha cometido faltas graves e mesmo crimes, um pobre de espírito. Forçoso é explicar que o pobre de espírito dito na passagem evangélica é aquele que é simples de espírito, que é puro, que é isento de ambição, que não tem apêgo ao dinheiro e às coisas materiais, são pessoas desapegadas à materialidade, assim não carecem de nossa piedade, pelo contrário são pessoas mais espiritualizadas, que dão mais valor às coisas da alma. Nesse caso o pobre é o oposto do arrogante de espírito.

Nem sempre os nossos melhores desejos são os melhores desejos para nós.

Nessa simplicidade que está ligada a felicidade podemos refletir sobre o que mais necessitamos na vida: a felicidade, para sermos felizes na vida o que precisamos? casa, carro, conta bancária invejável, posição social de destaque? o que nos tráz de verdade a chamada felicidade? Jesus nos dá a resposta quando nos diz que são felizes os pobres de espírito, pois o desapego à materialidade nos remete apreciar as coisas reais que são as coisas do espírito, o Evangelho está repleto de parábolas nesse sentido. Ao desejarmos riqueza e poder poderemos desejar exatamente aquilo que nos levará à queda, na verdade o que precisamos desejar é a capacidade de enfrentar os desafios que se apresentam em nossa vida e retirar deles as lições que levaremos para além túmulo em nossa jornada evolutiva. É preciso saber pedir.

Deixe a luz entrar.

José Souto vai além, nos incita a deixarmos a luz entrar nos porões de nossa alma. Numa alegoria bem colocada, Souto compara nosso processo de reforma íntima a uma faxina geral numa casa abandonada, de início há que se lavar as janelas para que a luz entre e assim possamos ver onde mais é necessária a nossa intervenção sanitária. Ao jogarmos água e sabão nas janelas de nossa alma, inicialmente sairá a sujeira mais grossa, mesmo esfregando haverá a necessidade de enxaguarmos mais e mais esfregando e enxaguando até que toda a sujeira desapareça e a luz invada nosso íntimo nos mostrando onde mais é necessário água, sabão e esfregão.

Foi assim, numa tocada vibrante e ininterrupta que José Souto discorreu sobre o Evangelho de Jesus, o salão João de Deus lotado marcou de forma positiva a volta das palestras mensais que ocorrem sempre no último sábado de cada mês no lar Espírita Luz e Amor.

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