Em busca da Felicidade: encontre a você mesmo.

O mes de outubro se despede deixando no ar uma pergunta que faz mover a toda a humanidade: Onde encontramos a felicidade?

Com o Tema em Busca da Felicidade, Mauro Hollo foi o palestrante do mes de outubro no Lar Espírita Luz e Amor em Diadema.

Essa questão é a mais importante de toda a história da humanidade na Terra, para isso Mauro Holo, buscou a receita da felicidade numa lista de pensadores que modificaram o nosso jeito de pensar, iniciando em Zoroastro no século VII A.C., que dizia haver uma luta entre o Bem e o Mal e que o papel da humanidade é o de apressar a inevitável vitória do Bem, indo além, o palestrante ainda mencionou Lao-Tsé, Confúcio e o próprio Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda, que no século VI A.C. , afirmou que a felicidade é a liberação do sofrimento, obtida através do Nobre Caminho Óctuplo, a Suprema Felicidade só pela superação do desejo em todas as suas formas. O caminho óctuplo se consiste em ter:

  1. Compreensão correta;
  2. Pensamento coreto;
  3. Fala correta;
  4. Ação correta;
  5. Meio de vida correto;
  6. Esforço correto;
  7. Atenção correta;
  8. Concentração correta.

Mauro Hollo ainda menciona o Dalai Lama, Terzim Gyatso, que afirma que a felicidade é uma questão de treino mental.

Numa lista que continua dede Mahavira e Maomé, Aristóteles e Epicuro, Heráclito, Platão, Sócrates e Jesus Cristo, o palestrante destaca que para Maomé, VII D.C., “a caridade como elemento fundamental que deveria guiar o ser humano rumo a uma sociedade ideal e mais feliz”, já para Jesus é a defesa de gentileza e do amor entre as pessoas que nos levará a esse estado de espírito chamado felicidade. Destaca que antes de Jesus, Sócrates veio e disse-nos: ” conhece a ti mesmo”, daí o maior mandamento do Cristo de “amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”

O homem nasceu para ser feliz, ou Deus fez um projeto para não dar certo?

Para sermos felizes é preciso um mergulho nas profundezas de nós mesmos, devassando esse invisível ser que somos nós. Precisamos olhar para dentro e remexer tudo que se encontra em nosso ser. Teilhard de Chardin, padre jesuíta e teólogo francês, afirma:

” Não somos seres humanos tendo experiências espirituais, somos seres espirituais tendo experiência humanas.”

Essa necessidade de nos encontrarmos nos remete aos processos de reforma íntima tão preconizados pelo Espiritísmo, para sermos felizes só há um caminho, o da Caridade. Somos seres incompletos, inconclusos, em jornada ininterrupta a caminho da felicidade, a reforma íntima nos incita a vencermos os nossos demonios internos, respeitando nossas limitações temporárias, conhecendo-nos e em fraternidade crescermos juntos. Deus em sua infinita sabedoria, justiça e perfeição, carregou a todos nós com esses atributos; procurando justiça, sabedoria e perfeição encotramos um Pai amantíssimo, que não castiga ninguém, em sua lei de causa e efeito, ação e reação, toda a lei e todos os profetas residem em harmonia. Esse projeto divino chamado humanidade tem a assinatura de Deus, um Deus perfeito que não erra em nenhum de seus infinitos projetos – nós. Nesse projeto, o livre arbítrio tem papel preponderante em nossas vidas, nada nos é determinado, somos livres para fazermos nossas escolhas, e a felicidade é portanto resultado direto dessas escolhas, por isso o amor como roteiro deixado por Cristo, assume papel pavimentador para o caminho da felicidade, se a semeadura é livre a colheita está diretamente relacionada às nossas escolhas e à lei de causa e efeito. A única determinação de Deus é a de um dia sermos felizes e esse dia somos nós quem decidimos. Conhece a ti mesmo, amai como a ti mesmo.

É preciso refletirmos sobre nossa vida e tudo que nos rodeia, é preciso perguntar os porquês da vida, obter as respostas de modo crítico e não deixar-se enganar pelo senso comum, o Espírita não pode contentar-se em ser mero expectador, não viemos para isso, uma doutrina embasada na Ciência, na Filosofia e na Religião requer de seus adeptos a perseguição desses atributos da doutrina consoladora.

A felicidade não é simples meta de uma curta jornada, mas sim o resultado de um processo interminável de crescimento interior e postura de amor, afirma Hollo.

 

 

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